O Centro Especializado de Atendimento a Mulher, atende vítimas de violência, considerando os vários tipos: violência física, violência sexual, violência psicológica, violência patrimonial, violência moral. Vale ressaltar que o CEAM atende a demanda do município de Itamaraju e a região do Extremo Sul da Bahia. Oferta o acolhimento especializado, atendimento social, psicológico, jurídico e ambulatorial, bem como cursos profissionalizantes com foco empreendedor, visando contribuir com o empoderamento e a autonomia das mulheres em situação de violência. O CEAM funciona de segunda à sexta-feira das 13h às 17h.

                     A violência contra a mulher é um fenômeno que atinge ao gênero independentemente da classe social, raça/etnia, escolaridade ou idade. É necessária uma atenção diferenciada, pois o número de vítimas só tem aumentado no país, e principalmente no município de Itamaraju. É válido ressaltar que é dever do Estado e da sociedade civil organizada o compromisso de defender e proteger essas mulheres, conforme Lei nº 11.340: Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. O CEAM exerce o papel de articulador das instituições e serviços governamentais e não-governamentais que integram a Rede de Atendimento à mulher vítima de violência. Assim, além de prestar o acolhimento e atendimento da mulher em situação de violência, monitora e acompanha as ações desenvolvidas pelas instituições que compõe a Rede. Itamaraju, conforme dados do IBGE, em 2010 a estimativa populacional era de 63.069 habitantes, e a incidência de pobreza é de 55,23%.Segundo o Mapa da Violência de 2012, o município de Itamaraju tem 31.609 mulheres e está em 27º lugar do Brasil no que tange ao homicídio feminino, e conforme dados da Organização Mundial de Saúde, 70% das mulheres assassinadas no mundo, são mortas pelos seus maridos.